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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Peixe-gato frito

Originário da América do Norte, o peixe-gato-negro (Ictalurus melas) é uma espécie exótica invasora que está actualmente em expansão nos nossos rios e barragens. Apesar de nunca atingirem grandes dimensões, são predadores muito vorazes e a sua presença pode ter efeitos muito negativos nas populações das nossas espécies de peixes autóctones. Dito isto, se os pescarmos e os comermos, estamos a contribuir para a saúde dos nossos ecossistemas aquáticos interiores. Em termos gastronómicos são bastante apreciados nos Estados Unidos, a sua carne é tenra, de sabor agradável e possuem muito poucas espinhas, o que é sempre uma vantagem. Ao manusear estes peixes convém termos cuidado com os espinhos presentes nas barbatanas peitorais e dorsal, pois podem causar ferimentos bastante dolorosos. Nota: não confundir esta espécie de pequeno porte, com o peixe-gato-europeu ou siluro (Silurus glanis), também já presente nas nossas águas e capaz de atingir dimensões gigantescas.


Ingredientes:

peixes-gato q.b. limpos (não possuem escamas e opcionalmente podem ser esfolados)
Sumo de limão q.b.
Sal q.b.
Farinha de trigo q.b.



Procedimentos:

1 - umas horas antes temperar com sal a gosto e guardar no frigorífico.
2 - aqueça azeite (ou óleo - pessoalmente prefiro sempre o azeite) numa frigideira, e frite em lume não muito alto os peixes previamente passados por farinha.
3 - sirva com acompanhamento a gosto, e tempere com sumo de limão a gosto.
Notas: nos Estados Unidos tradicionalmente retira-se a pele a estes peixes - já experimentei cozinhá-los com e sem pele, e sinceramente não acho que seja indispensável retirar-lhes a pele - ficando ao critério pessoal.


Notas: respeite sempre as épocas e as medidas mínimas de captura legais, e devolva sempre para a água todos os peixes que não pretenda comer e/ou que não cumpram os requisitos legais. No caso especifico do peixe-gato não existem tamanhos mínimos de captura nem épocas de defeso, visto tratar-se de uma espécie exótica invasora - quantos mais apanhar e comer, melhor :).


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Carpa frita

Recentemente pesquei algumas carpas, e resolvi trazer uma delas para o jantar :). A carpa é um peixe abundante nas nossas águas interiores, mas não muito apreciado em termos gastronómicos. Uma das razões reside no facto de possuir muitas espinhas disseminadas pelo lombo (à semelhança de outras espécies de peixes de água doce, como o barbo, sável, etc.). Uma das formas de eliminar o problema das espinhas, consiste em fritá-la em postas muito finas de modo a que as pequenas espinhas fiquem torradas e imperceptíveis ao comer. Se forem temperadas com limão ou vinagre durante algumas horas, contribui também para o amolecimento das pequenas espinhas. Experimentem, e vão ver que preparadas desta forma, ficam uma maravilha! :)


Ingredientes:

1 carpa média (500 - 1000 gr) cortada em postas muito finas (menos de 5 mm de espessura)
Sumo de limão q.b.
Alho cortado em rodelas q.b.
Sal q.b.
Farinha de trigo q.b.





Procedimentos:

1 - de véspera temperar as postas de carpa com sumo de limão e dentes de alho fatiados. Guardar no frigorífico.
2 - antes de fritar, enxugue as postas com o auxilio de um pano de cozinha e tempere com sal. Reserve.
3 - aqueça azeite (ou óleo, mas pessoalmente prefiro sempre o azeite) numa frigideira, e frite em lume não muito alto as postas previamente passadas por farinha. Deixe fritar bem, até ficarem bem tostadas (mas sem queimar demasiado!) de modo a que as espinhas fiquem também fritas.
4 - sirva com acompanhamento a gosto, por exemplo um arroz de tomate ou uma boa açorda.
Nota: para cortar as postas fininhas, é mais fácil se a carpa for previamente semi-congelada (ou caso venha do congelar, cortar antes que descongele por completo).


Nota: respeite sempre as épocas e as medidas mínimas de captura legais, e devolva sempre para a água todos os peixes que não pretenda comer e/ou que não cumpram os requisitos legais.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pargo Assado no Forno com Ervas de Provença

O pargo é um dos meus peixes favoritos, gosto tanto de os pescar, como gosto de os comer. Esta semana fiz um pargo no forno temperado com a tradicional mistura de ervas da Provença - a receita é do mais simples possível e o resultado final é excelente!


Ingredientes:

1 pargo limpo e escamado
5 dentes alho em fatias grossas
Cebolas pequenas inteiras q.b.
Batatas pequenas descascadas q.b.
Mistura de ervas da Provença q.b.
Folhas de louro q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.


Procedimentos:

1 - Tempere o pargo com sal e as ervas de Provença, incluindo o interior da barriga, e deixe repousar por 60 minutos.
2 - Coloque o peixe no centro de um tabuleiro de ir ao forno, e em redor coloque as batatas já temperadas com sal, as cebolas, as fatias de alho e algumas folhas de louro. Inserir algumas fatias de alho dentro da barriga. Se o pargo for muito grande, pode fazer umas incisões transversais no peixe.
3 - Polvilhe tudo com uma mistura de ervas da Provença, e de seguida regue tudo com azeite.
4 - Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus e deixe cozinhar por 45 minutos - 1 hora. De quando em quando, se necessário (para que não seque demasiado), com a ajuda de uma colher, regue o peixe e as batatas com um pouco de azeite.
Notas: o tempo necessário varia sempre um pouco, conforme as características do forno e o tamanho do peixe. A mistura de ervas da Provença já tem tomilho, mas normalmente gosto de reforçar o tempero com um pouco mais de tomilho.


Nota: respeite sempre as medidas mínimas de captura legais e devolva sempre para a água todos os peixes que não pretenda comer e/ou que não cumpram os requisitos legais.